2.4.10

OS DOIS ANGULOS DA MESMA DOUTRINA





Existem duas doutrinas basilar uma é a dos olhos e a outra é a do coração. A primeira é estudada e aprendida nas escolas terrenas, nas universidades dos homens. Já a segunda a sabedoria interior, esta recebemos pela consciência, em meditações profundas onde há silencio e quietação.
É incontestável que há um conflito entre a sabedoria do olho e a sabedoria do coração advindo do conflito entre o coração e mente, ou seja, consciência e razão.
– Às vezes o meu coração diz uma coisa e a razão outra e eu não sei o qual seguir.
– Exatamente, é este o grande conflito. Enquanto houver este impasse o homem não avança, ele sempre retorna aos mesmos erros.
O homem chega para o “novo” apinhado de idéias e conceitos herdados ou formados a partir do convívio familiar e social, adquiridos pela educação religiosa, livros etc. E o que são essas idéias e conceitos? São nada mais que um conhecimento “emprestado” é uma sabedoria de outrem, não pertence ao individuo, ou seja, tudo vem de fora para dentro do homem. É preciso se livrar dessa bagagem que é colocada desde ao nascer pelos outros nas mãos do homem e ele criar,formar a sua própria ciência, sua própria experiência, sua própria sabedoria! Quando o homem aprenderá erguer, construir a sua sabedoria, a sua própria igreja.
– Essa igreja tem pedras pesadas Ariel.
– Mas é a sua igreja e não dos outros. Após terminá-la encontrará dentro dela toda a leveza e paz infinita. Não estará mais presa aos exteriorismos humanos e suas impressões, nada mais irá abalar sua estrutura, não se sujeitará as aprovações para ser ou não ser igreja.
Os “mestres” e doutores deste tempo se intitulam ser por se apossarem da igreja alheia, tomam-se por sábios apenas por ter gravado na memória farta biblioteca religiosa, esotérica ou espiritualista. Esta é a sabedoria do mundo e não a sabedoria do coração que está muitíssimo longe disso. É preciso mergulhar fundo dentro se si mesmos e limpar todas as camadas intelectuais para chegar ao ouro do coração, ao ouro do espírito, a verdadeira igreja.






A POSSE DAS IDÉIAS


O homem se apaga a idéias exteriores e trás para dentro como se fosse suas “idéias”, e na maioria são idéias que vem pelos livros, pelas informações dos telejornais, pelo que ouvem falar de outros, e o que ouvem falar de espíritos perdidos do astral. Eles não sabem distinguir o que é realmente dele ou não, porque não aprendeu a calar, a dominar a sua mente. E nesse processo meramente intelectual o homem vai absorvendo e se apropriando dessas idéias que julgam ser “suas idéias”. O apego do homem as suas “idéias” não deixa o homem progredir, o Cristo esteve entre o judeus e estes presos as “suas idéias” não o aceitaram.
– Você está dizendo que devemos estar mais abertos a novas idéias?
– Quando estiverem receptivos e praticando as idéias do Cristo, estarão pronto para as “novas idéias”
– Mas se aparecer alguém com algo novo, um novo Avatar, por exemplo?
– O Avatar da Era de Aquário já veio e já se foi do convívio aos olhos físicos, hoje ele é o Senhor do Quinto Raio. O Avatar da Era Aquariana teve a missão de levantar-se e levanta-los trazendo para os homens todas as chaves, e se tal ainda não aconteceu foi devido ao conjunto de idéias que antecedem o Cristo que insistem em manter.

– Como assim?
– Não há nada novo desde da vinda do Cristo, o homem ainda não compreendeu isso. Tudo gira em torno Dele, mesmo que acham que são “idéias novas”. Estes outros que se apropriam dessas idéias, não são mais que os sábios decoradores e poceiros de um conjunto de idéias alheias que nada acrescentam a evolução humana. Inventam o novo em cima desses conjuntos de “idéias suas” e tomam como único e inovador. Tharius disse a você, que não estava trazendo nada novo porque o “velho” ainda não tinha sido estabelecido. O vinho novo foi o Cristo, e não há como deitar vinho novo em odres velhos, porque o vinho se perderia. O último Avatar já veio e foi não haverá outro, agora só a do Cristo Cósmico, não se iludam com outros. O Novo já veio e mais uma vez a consciência adormecida não permitiu o homem reconhecer, ver e simplesmente rejeitaram, não o compreenderam.

– Você se refere a aquele que hoje eu conheço como Kamael?

– Exatamente. E a pedido dele estamos com todo o cuidado ao passar estas informações, para que o intelecto, o ego não rejeite, antes de conhecer. O Cristo consciente sabia que a lei não seria mudada se o homem não tivesse as rédeas da mente. Enquanto o homem se deixar dominar pela mente, pelo intelecto será como o burro a vagar pelas cidades montado em seu Cristo íntimo. A mente foi condicionada a reagir diante de qualquer tipo de impressão interna ou externa. Dominar a mente é esvaziar o seu conteúdo de todas essas idéias, de todos os egos pré -concebidos por todos esses séculos. Nada é por acaso Ana, nem quando Jesus pediu que buscasse na cidade o burrico para Ele passar pelo caminho e entrar na cidade. A mente é como um estranho, você precisa conhecê-la .

– Mas qual é o novo?

– É a alma, a consciência, a igreja que precisa ser formada. Mas se estão felizes e contentes com o atual estado de coisas, morrerão felizes sendo cavalgados pelo burro. Mas quem quer mudar é preciso esvaziar a mente do velho e enche-la do novo que o Cristo deixou nos odres de seus corações e nem se deram conta disso. É preciso criar, praticar uma disciplina, se conheceres a verdade esta o libertará. A auto- observação, auto- percepção, auto-análise e a meditação diária e orações ou mantras praticados diariamente são passos para o despertar, é o caminho para encontrar em si o silêncio.
O homem precisa se fechar às idéias velhas que são inventadas diariamente por todos os meios. Mas se continuarem agitados a tudo “novo” que aparece, novos mestres e seus “novos livros”, “novas idéias” nada mais fazem que alimentarem o burro (a mente) engordando-o até a morte. Se não iniciarem as práticas que Ele ensinou e continuarem se atirando a esmo a cada capinzal, de nada adiantará a não ser servir mais e mais feno ao burrico interno.

Bem, como diria ele, Chega de dialética!

(Retirado do Ancorando A Luz!)

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Ana Marins

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